Rear Window de Alfred Hitchcock (1958)
Género: Crime / Drama / Mistério

Imaginem um daqueles pátios interiores urbanos, rodeado de dezenas de blocos de apartamentos, dezenas e dezenas de janelas traseiras convergindo para esse mesmo local. Cada janela, uma vida. Imaginem agora todas essas janelas abertas e/ou penetráveis, por algum imperativo climático, e alguém, pertencente a esse mesmo sistema, observando tudo e todos, para vencer a limitação do seu próprio aborrecimento.
Este é o ponto de partida para Rear Window, um dos mais aclamados filmes de Hitchcock. Seduzido pelo prazer irresistível do voyeurismo, o personagem principal, interpretado pelo cativante James Stewart, é arrastado progressivamente para um jogo de interpretações pessoais daquilo que aparentemente vê, na aparente segurança da sua janela. Ele e a sua visitante regular, a glamorosa Grace Kelly, com uma interpretação hipnotizante, preenchendo verdadeiramente o ecrã, vão ser os companheiros numa jornada confrontacional realidade/imaginação cujas consequências imprevisíveis e perigosas parecem ignorar.
Um filme original, com um argumento inteligente, diálogos marcantes, personagens intrigantes e uma intriga misteriosa e cativante. Um filme que mergullha, para além de tudo, em fascinantes questões sobre o ponto de vista filosófico.

"Não estou muito por dentro da ética de janelas traseiras"
"É um mundo privado secreto que estás a olhar por aí. As pessoas fazem muitas coisas em privado que não conseguiriam explicar em público."







