domingo, outubro 26, 2008



Lost Highway de David Lynch (1997)
Género: Crime/Drama/Thriller/Horror
Poderá a psicose humana abrir portas a uma percepção para além do compreensível? Serão estes os mais aptos a estabelecer elos entre possíveis dimensões paralelas? Qual o limiar entre realidade e alucinação na mente perturbada de um psicopata?

São algumas das imúmeras questões que o filme nos invoca, este sonho bizarro, negro, surrealista. É mais na verdade, um pesadelo, perturbador e asfixiante. É, nitidamente, um filme David Lynch. Uma experiência sensorial complexa. Um filme que respeita verdadeiramente a inteligência do espectador. Em que todos os pormenores, mesmo os que à primeira vista não damos importância, têm um determinado propósito, muitas vezes muito para além do tempo que dispomos para os apreciar. Algumas das citações chave do filme:

"Gosto de recordar as coisas à minha maneira. Não necessariamente como aconteceram."

"Quando uma pessoa é sentenciada à morte, é enviada para um local onde não pode fugir..."

Esta é uma daquelas películas que podemos revisitar, vezes sem conta, tendo sempre algo para aprender, para descobrir. E assim se estabelece a diferença entre entretenimento e arte. É este o notável feito de Lynch - o de não fechar portas, conferir liberdade interpretativa ao espectador. No entanto, por muito que o vejamos, possivelmente nunca poderemos ousar alcançar uma conclusão irredutível. Os pormenores estão lá todos, para nos fazer reflectir.

"A mente humana é como uma encruzilhada de estradas e auto-estradas mas, perdendo-lhes o rumo, o fio condutor, cairá no abismo e fragmentar-se-á."

26 comentários:

Mariana disse...

Parece ser grande filme!
Só pelo aglutinar de géneros e pela descrição presente já proporciona a curiosidade =)
Já para não falar que esta muito bem cotado!

A ver certamente =)

O Shihan disse...

A descrição típica de um filme de David Lynch: Bizarros, negros, surrealistas, sem conclusões, deixando a interpretação a cargo de cada um. Apenas vi o Mulholand Drive, já há muito tempo e desde aí fiquei com a clara certeza que os filmes de Lynch não são objectos quais queres , são mais que entretenimento, são uma oportunidade de reflexão e liberdade imaginativa.

Eucinéfilo disse...

Eis mais um cabal exemplo da aplicação perfeita da parábola - O rei vai nú. O gajo (Lynch) faz a merda de um filme que nem ele percebe, lança-o para uma plateia de pseudo-intelectuais sequiosos por mais uma bajulação colectiva, estes não fazem a mínima ideia o que quer dizer o que viram, mas, mesmo não sendo o esmagar de espermatozóides gigantes com um sapato como no Eraserhead, aplaudem de pé porque aquilo que é feito por Lynch tem de ser bom!

O problema destes intelectuais de trazer por casa é que, ao contrário do que acontece na parábola, estão demasiado ocupados na contemplação do seu próprio ego ao justificarem o injustificável que não ouvem o grito da criança a gritar - o rei vai nú!!!

O Shihan disse...

é, caro eucinéfalo.... vejo que tem profundos conhecimentos sobre a crítica da 7a arte e manifesta-os desta forma tao eloquente e destemida... ja agora que comentarios lhe advêm do fabuloso destino de amelie ou, ja agora, do caricato citizen kane? partilhe connosco os seus conhecimento sábios...

eucinéfilo disse...

Caro "o shihan", não vejo como viu tamanha qualidade minha apenas com base no que escrevi, mas já que fui elogiado, ainda que por detrás do elogio possa estar subjacente algum sarcasmo, mais não posso que aceder ao seu pedido.


o Fabuloso Destino de Amelie, mais não é que uma desculpa para aqueles que só vêem filmes americanos se poderem armar em cinéfilos e dizer que até gostam de cinema francês... Tem todos os tiques da mediocridade americana com um colorido ligeiramente diferente e uma música mais "europeia". No fim todos vivem felizes para sempre menos aqueles que têm um cérebro e que já se atiraram da cadeira abaixo...

Quanto ao Citizen Kane, é tão ou mais aborrecido que as crónicas do Vasco Pulido Valente no Público de 6ª feira, mas ao contrário deste, o filme marcou uma época. Orson Welles realizou-o brilhantemente com uma técnica quase perfeita. O argumento é interessante e a dualidade Vida vs Morte, que assombra todo o filme, revela-nos a fagilidade da vida humana, mesmo aquela obscenamente rica. Concluíndo, aqueles que tiverem paciência de Chinês para ver o filme até ao fim, podem usufruir da reflexão sobre o mesmo, reflexão essa que será concerteza bem mais agradável que o próprio filme.

Peço desculpa por não fazer como o seu companheiro de Blog e desatar praí a dar notas aos filmes que nem Marcelo Rebelo de Sousa, mas creio que terá a inteligência suficiente para avaliar uma avaliação ainda que esta não seja quantitativa.

P.S. - no comentário anterior ter colocado o "grito a gritar" não passou de um lamentável lapso... estava-me a referir ao grito da criança e não do próprio grito que evidentemente não poderia gritar.

O Shihan disse...

Eucinéfalo, não seja tão modesto vê-se que é dono de uma sabedoria fora do normal no que diz respeito à crítica cinéfala. Não tenho dúvidas que não passamos de insignificantes insectos perto de si, no entanto, deixe que continuemos aqui a esgrimir as nossas opiniões, tão subjectivas como a sua e tão quantitativas quanto o acharmos necessário.

Disponha sempre.

Paz, amor e um beijinho caloroso para si.

eucinéfilo disse...

Caro "O Shihan", só se engana numa coisa em relação ao seu comentário, a minha sabedoria é fora do normal, sim sr.(ainda que dizer que esta é apenas fora do normal peca imensamente por defeito, adjectivos mais fortes poderiam ser facilmente usados sem qualquer pudor), mas não apenas em relação a filmes, diria mesmo em relação a tudo o que o rodeia e arriscar-me-ia a dizer, a tudo o que nem sabe que o rodeia. A única coisa que ultrapassa a minha incomensurável sabedoria é mesmo a minha infinita modéstia, como aliás pode facilmente constatar pelo simples facto de aceitar responder-lhe de igual para igual (ou o mais próximo disso possível tendo em conta a notória diferença de estatura intelectual).

O Shihan disse...

Desde já deixe-me agradecer por nós dar esta sorte de nos responder, e assim, perder tempo com seres tão comuns como nós. Cada vez o prezo mais, e aproveitando o seu dessoramento permita-me que o questione quanto à sua opinião relativamente à origem da vida, tema que desde sempre seduziu e com certeza do alto da sua sabedoria, - à qual nem me arrisco a ousar classificar - nos pode esclarecer.

P.S: Começo a suspeitar que o senhor "eucinéfalo" e "mercenario da medicina", são a própria e a mesma pessoa.

eucinéfico disse...

Caro "O Shihan", o meu profundo conhecimento sobre quase tudo apenas me permite constatar o meu maior desconhecimento sobre as mesmas coisas... como alguém quase tão brilhante como eu disse um dia (citado por outro alguém cuja substância intelectual em muito se assemelhava à minha) - Quanto mais sei, mais sei que nada sei. Não sou divino (ainda que por vezes pareça) e como tal dependo apenas desta minha incomensurável inteligência para avaliar aquilo que me rodeia e infelizmente, a maior parte das vezes, para tamanha reflexão dependo de dados recolhidos por outros cuja inteligência não se compara à minha.
Permita-me então que lhe diga que mais do que a Origem da Vida (onde existem várias teorias e inclusivamente experiências bastante esclarecedoras de que aminoácidos podem ser obtidos a partir de reagentes inorgânicos) é importante compreender o Sentido da Vida. Para descobrir o mesmo aconselho ver http://www.youtube.com/watch?v=Kyct-M5tsWE ou mesmo um filme dos Monty Python com o mesmo nome.

Em relação à origem da Vida aconselho a leitura de - Johnson AP, Cleaves HJ, Dworkin JP, Glavin DP, Lazcano A, Bada JL (October 2008). "The Miller volcanic spark discharge experiment". Science 322 (5900): 404

O Shihan disse...

Meu adorável e fleumático "eucinéfico" e não eucinéfalo, como lhe chamei a cima, mas que facilmente entenderá o porquê de o ter feito.

Tomava-o por ter referências mais transcendentes visto que essa experiência de Stanley Miller está mais do que difundida nos manuais escolares de ciências naturais do preparatório e do secundário, apercebi-me agora que afinal nada tem de divino, como o referiu, e conseguiu não o parecer de forma muito eficaz agora.

Não consigo de deixar de notar o seu excelente gosto no que toca à comédia burlesca da década de 70. Um bem haja para si neste particular também.

Veja por fim, que tão empolgado que estou atrevo-me a aclamá-lo como o comentador honorário e dourado deste humilde blog. Por favor permita-nos este gosto, não sabe o quanto nos faria feliz a todos.

eucinéfilo disse...

Meu caro "O Shihan", lamento não corresponder às suas exigentes expectativas, mas como deve imaginar, alguém tão intelectualmente superior como eu não se preocupa muito em corresponder a expectativas, tal poderia limitar em muito o meu acto reflectivo.

Em relação ao artigo que lhe indiquei, lamento que não o tenha lido, pois caso o tivesse feito ou mesmo reparado apenas na data de publicação do mesmo numa recista como a Science (não sei de conhece), compreenderia que às vezes antes de menosprezarmos uma observação de outro devemos pensar se não somos nós próprios que estamos a olhar para a questão de uma forma demasiado superficial.

Compreendo que na sua profunda ignorância (que só não é maior que a minha por ser infinitamente menos sábio que eu próprio) duvide ainda que está a trocar ideias com alguém cuja dimensão intelectual a sua compreensão não consegue abarcar totalidade e perdoo-o por isso...

O Shihan disse...

pois... mas, caríssimo, esquivou-se a responder ao essencial. Se aceita ser membro honorífico dourado deste blog. Compreenda que se trata de uma causa altamente nobre e louvável: o da elevação cultural e tecnocientífica dos nossos prezadíssimos leitores. Perdoe-me se fui demasiado contido na apreciação das suas capacidades... Mas, como sabe, sou um pobre e humilde ignorante.

eucinéfilo disse...

Continua a equivocar-se em relação à minha pessoa...não necessito de qualquer bajulação à minha pessoal, de qualquer alusão às minhas capacidades, até porque, por mais que se esforçasse em fazê-lo qualquer tentativa, por mais efusiva que fosse, não seria correspondente à dimensão da minha pessoa.

Assim, aceitaria ser membro, sem o "honorífico", nunca um membro prateado, dourado ou platinado. Quem é verdadeiramente superior não necessita de etiquetas que o classifiquem, é-o simplesmente e acredite que a superioridade não passa despercebida.

O Shihan disse...

Pois... Resigno-me à minha condição de insignificante subalterno perante a sua pretensiosa superioridade.

Diga-me só uma coisa. Costuma-se dizer que as entidades omniscientes a tudo perdoam na sua infinita bondade; sua entidade superior, também é assim? Ama-nos?

eucinéfilo disse...

Caro "o shihan", não sei se ando a ficar menos explícito ou se é você que anda menos clarividente.
Não é, de todo, minha pretensão ter qualquer subalterno, assim como também não pretendo demonstrar a minha superioridade a quem quer que seja. Esta é de tal forma evidente
que não necessita de qualquer demonstração, e mesmo que para si, e por consequência das suas evidentes limitações, não fosse assim tão evidente, não teria qualquer interesse em torná-la mais óbvia aos seus olhos. Não tenho os tiques das divindades até hoje criadas pelo homem, até porque, como já referi, não só não sou uma divindade, como não creio que estas existam. Sou um homem como você, apenas infinitamente mais inteligente, sábio e sensato.

Faria algum sentido o Michael Jordan fazer um jogo de 1x1 de basket consigo apenas para demonstrar que ele é melhor? Ou o Michael Phelps desafiá-lo a uma corrida numa qualquer piscina?

Só um Deus criado pelo homem necessita de fazer milagres ou qualquer outra coisa que possa provar a sua eventual existência. Um verdadeiro ser superior é-o simplesmente, e saber que o é, é suficiente, não precisa de andar por aí a transformar água em vinho ou armado em padeiro a multiplicar pães. Só um Deus criado à imagem e semelhança do homem necessita que este o bajule todos os dias ou todos os Domingos com rezas repetidas até à exaustão. Só um Deus criado pelo homem necessita de impor regras a serem escrupulosamente cumpridas sob pena deste viver o resto da eternidade assolado pelos seus próprios fantasmas ou, segundo os mais tradicionalistas, a arder dolorosamente num universo em chamas.

Não sendo deus e estando muito longe da perfeição, não necessito que reconheçam aquilo que sei que sou. Não me incomodo com insultos, assim como não me entusiasmo com elogios. Pode-me entristecer que alguém, em determinada circunstância, não compreenda este ou aquela questão, mas mais não tenho que aceitar a inflexibilidade da sua natural incapacidade.

Espero ter sido mais explícito desta vez, ou pelo menos, ter-lhe dado mais algum motivo para que na sua profunda pequenez utilize mais uma vez o seu sarcasmo de forma a alimentar o seu ego que nem imagina a imensidão da sua insignificância...

Frodo disse...

This is the The Great Fucking Eye, I know it!! DYYYYYYYE miserable entity!!

Nimpo disse...

Prezado Eucinéfilo, tenho vindo a observar todo o seu discurso com a maior das atenções. Desde já agradeço a sua presença neste local que, presumo, era até há pouco estranho para si. Vejo que é um indivíduo de carácter forte, depreendo que já leu muitos livros e já viu bastantes filmes. Domina em conhecimentos variadíssimas áreas da cultura humana. E, para culminar, esse seu gigante ego. É, perdoe-me o termo, verdadeiramente monstruoso! Magnífico.

Talvez ainda não se tenha apercebido, como todos os narcísicos, mas esse seu ego de que falo é sobejamente maior que você próprio. Não o sente? Já há muito que não me deparava (ainda que seja virtualmente) com alguém com tal ego. Fá-lo ignorar toda a insignificância da condição humana. Bravo! Pois reafirmo que vejo em você uma cultura e loquacidade acima da média, possivelmente inteligência. Sei bem que lhe é indiferente a minha opinião sobre si, mas quero que a conheça. Não o faço para o agradar, acredite.

Mas terá realmente necessidade de se bajular a esse ponto? Diga-me, sente-se realmente superior a um varredor de lixo? Que razões o levam a afirmar a sua "superioridade"? Terá, por acaso, concluído alguma teoria importante? Descoberto algum planeta? Terá achado a cura para alguma doença? Terá acabado com algum conflito? Pois que o tivesse feito! Que elementos teria para se proclamar superior? E para que fim o faz? Caíamos aqui num precedente perigoso, como bem sabe. E mais lhe digo que a nobreza e a humildade são atributos da condição humana, como são a inteligência e a perspicácia, mas naquelas falta-lhe ainda muito, embora sinta que o possa corrigir.

Vou-lhe aqui expor a minha teoria sobre si. Sei que não o apoquentará. É minha convicção que terá vivido, algures na sua infância, e por alguma razão que desconheço, episódios de rejeição sucessivos por indivíduos da sua idade (na altura). Pois isto ter-lhe-á marcado profundamente e estará na base de todo o seu psiquismo. A sua estultícia, perspicácia, inteligência e capacidade argumentativa terão sido as armas naturais para se impôr perante os outros. Terá enraizado dentro de si que era excluído porque estes eram demasiado ignorantes e incapazes de privar consigo, de igual para igual. Possivelmente terá tido até razão. Como mecanismo de defesa, passou a estereotipar desta forma todos os indivíduos. O seu carácter forte levou-o, não a deprimir-se perante o desprezo dos outros, mas sim a alimentar-se disso para fortalecer ainda mais o seu ego. E assim este foi crescendo, e possivelmente continua ainda a crescer. Esse peso enorme, altamente desproporcional, que carrega às costas. Mas trata-se de um balão, em risco de explodir, arrebentar.

Pois racionalize sobre tudo isto, e reflicta. Que terá feito de tão importante para se considerar superior perante os outros? Será mais que o mísero grão de pó que representa no Universo? Ou tudo não passará de algum equívoco que se gerou bem cedo no seu córtex cerebral?

Peço desculpa se levei demasiado longe a minha intenção. Mas faço-o com a melhor das intenções, acredite, e para que respeite de igual para igual todos os seres humanos, incluindo os deste blogue obviamente. Pois agora calar-me-ei. Serei todo ouvidos para conhecer um pouco de si, Eucinéfilo. Extasie-nos.

eucinéfilo disse...

Caro Nimpo, é evidente que não me incomoda minimamente toda e qualquer observação que possa fazer sobre mim, muito menos teorizar sobre hipotéticas vivências na juventude que me tenham transformado naquilo que sou e que, pelos vistos, você tanto receia.

Você tem uma teoria sobre mim, pois eu tenho uma certeza sobre si. A sua inteligência acima da média levou-o a ter um sucesso académico razoável, faz parte de uma fina camada da sociedade que possui um nível cultural muito acima da média (ainda que a média possa eventualmente ser baixa). Isso fá-lo sentir-se superior à maior parte das pessoas. É notório na sua referência ao "varredor de lixo" que se sente acima dele, tanto social, como intelectualmente. Essa sua superioridade social/intelectual leva-o a ter preocupações sociais como o combate ao racismo, a luta contra a exclusão social ou a igualdade entre os sexos. Isso não significa, no entanto, que não se sente superior a eles, ainda que a maior parte das vezes o faça do forma inconsciente.
É também essa sua superioridade (social/cultural) em relação à esmagadora maioria do resto da sociedade que o faz assustar-se quando alguém como eu aparece. Nesse seu mundo não está habituado que haja quem seja melhor que você, mais inteligente, mais sensato, mais capaz. Quanto muito aceita a existência daqueles que são tão inteligentes como você, que se encontram ao seu nível. Superiores nunca! Mais uma vez fá-lo de uma forma inconsciente, mas fá-lo.
Assim, quando se depara com alguém como eu tenta a todo o custo arranjar uma explicação, uma justificação. Freud chamar-lhe-ia um "mecanismo de defesa do ego".
Então, imaginou-me ao seu nível, tão inteligente como você, e arranjou uma forma de justificar um ego anormalmente grande que me levasse a tomar o discurso que tenho. É compreensível, é natural, é humano.

Quanto ao facto de supostamente ainda não ter descoberto/inventado/criado nada "importante para a humanidade", não é mais do que uma humanização do que geralmente é atribuído às características divinas. Assim, voltarei a repetir-me quando digo que não preciso de provar nada a ninguém, seja com a transformação de água em vinho, com a multiplicação de pães ou com a descoberta da cura para uma qualquer doença ou de uma nova galáxia... Compreendo que necessite desse tipo de provas para classificar o valor de alguém. É com base nesse princípio que os nossos deuses fazem milagres, como já acima referi, mas voltarei a dizer que nada preciso de lhe mostrar, nada preciso de lhe provar. Quem o é, é-o apenas, não "é porque"...

Por fim, não tenho qualquer fim em proclamar-me superior, bem como não exijo sequer que me aceite como tal. O meu ego é tão grande quanto deve ser e a minha mente de uma dimensão que a sua não consegue abarcar, o que consequentemente o levará a um rol de infrutíferas justificações para um suposto comportamento anormal da minha parte.. por fim, acabará por me encaixar num qualquer estereótipo e sentir-se-á novamente seguro da sua superioridade social/cultural/intelectual...

O Shihan disse...

A sua loquacidade é a todos os níveis notável "eucinéfilo", só peca pelo tamanho do seu ego e limitada humildade. Podemos não ser nada perante si, pode achar-se superior a todos os níveis, mas logo aqui falha; aqueles que não vêem em si, defeitos, limitações, erros, em suma, condições humanas apenas se está a enganar a si e a afastar os outros.
Pode achar-se melhor que todos nós, pois eu digo que não é melhor que nenhum de nós, bem pelo contrário, todo o seu discurso denota uma mesquinhez constrangedora, um pretensiosismo ridículo e uma infelicidade que me dá mágoa e desperta em mim toda a minha compaixão relativamente à sua "pessoa", "entidade".

Por isso, mais uma vez permita-me que torne a dizer: Dêmos todos as mãos numa amizade sincera e pueril, deixando que o amor nos invada e preencha as nossas diferenças.

Salud o/

Nimpo disse...

Meu bom Eucinéfilo,

De facto, confesso que acertou em alguns aspectos do meu ser, entre os quais o que define como "percurso académico razoável", o que me perturba a ponto de julgá-lo com capacidades paranormais, até porque o afirma com inquisidora "certeza" a meu respeito. Ou poderá, de alguma forma, conhecer-me?

Pese embora tudo isto, enganou-se plenamente quando projectou a sua superioridade na minha pessoa. É um fenómeno curioso, e sublinha ainda mais o seu carácter. Confesso. Não sou hipócrita a ponto de não me achar superior intelectualmente a um varredor de rua, em média. É um facto. Mas não me sinto "superior" a ele. Pode parecer um paradoxo, mas é diferente. Revelo-lhe inclusive que é neste meio que me sinto mais confortável. Porque me ia achar superior ao varredor de rua, parte desse povo genuíno, sincero, de trato fácil, ainda que seja parvo e ignorante? Considera que nada tem a aprender com o mais ignorante dos homens? Pois muitas vezes é com eles que mais se aprende.

É isto que lhe pretendo transmitir. Admito perfeitamente, e estou quase certo que domina melhor que eu bastantes mais áreas do conhecimento. Não me custa admiti-lo. Pelo contrário, sinto que tenho muito a aprender consigo, caso nos queira visitar regularmente, como sugeriu o Shihan. Pois que seja superior, digníssimo senhor. Ecce homo! Que nos esmague, que a sua magnificiência nos pulverize, por si mesma (ainda que não o queira). Que nos relembre vezes sem conta da sua superioridade, caso nos tenhamos esquecido. Você é um jocoso e agrada-me bastante. Sinta-se em casa.

Virginia park ranger disse...

Oh, words words words. Bullshit! Ye Portuguese people are too permissive. Be real men, ye need to go to your Christian homes and pick up your guns, that's what ye should do! When a man is dishonored to misery he should not use words no more. Ye all are with your bla bla bla here but nothing more than a bullit in the flesh to prove a point! And should I be there do to it, miserable satanists!! Ye should eat the land God gave you, ye ungrateful! God save United States of America, senator Mccain and his godess queen Pallin. DYYYE barack hussein ossama!! Come to my ranch and you'll taste some of your poisonous terrorism, fucking arab!!

Anónimo disse...

Eucinefilo...

Kuanto ker entao para eu fazer amor consigo? Disse k com dinheiro fazia sem problemas....Kuanto ker?

Kual e o seu preco?

eucinéfilo disse...

caros companheiros de debate e respectivos alter-egos, pelos vistos não fui explícito o suficiente. Foram já várias as minhas tentativas e como continuam a cair nos mesmos erros argumentativos admito que o erro seja meu. Como vêem, estou longe de ser perfeito.

O meu amigo "o shihan" voltou a utilizar a argumentação do Nimpo tendo-me poupado, no entanto, da avaliação pseudo-psicanalítica, o que desde já agradeço, mas que nada de novo trouxe à discussão.
Compreendo que seja difícil compreenderem a minha posição sem terem de a catalogar, de a depreciar. Volto a dizer que é absolutamente normal que o façam, volto a referir, e por ter compreendido que pelo menos o amigo Nimpo deve apreciar Sigmund Freud, que não é mais que um mecanismo de defesa do ego. Fazem-no porque se sentem ameaçados, é um comportamento humano absolutamente normal.

Não é, nem foi, minha intenção vir para aqui espalhar a minha superioridade. Muito menos demonstrar o quão superior sou. Voltando a usar exemplos de comentários anteriores, isso seria como dizer que o Michael Phelps tinha entrado numas piscinas públicas apenas para se exibir, esquecendo que ele pode apenas querer nadar... naturalmente...

Não me sinto superior a ninguém, assim como não acredito que o Michael Phelps o sinta quando pisa a areia duma praia, e apenas porque é o melhor nadador do mundo. Ele é apenas melhor e isso basta.

Tenho pena que a discussão tenha tomado este rumo onde se fala apenas de mim e do me pretenso ego gigantesco. Se decidi comentar algo foi porque achei que esse comentário poderia ser profícuo às aspirações do Blog, não foi com a intenção de que se começasse a discutir a minha pessoa.

Comentarei de bom grado todos os posts que que chamarem à atenção e fá-lo-ei na naturalidade da minha superioridade intelectual. Se se sentirem ameaçados com a minha presença sairei com a mesma naturalidade com que entrei, deixando-vos convencidos de que afinal tinham razão, de que afinal era apenas mais um como vós, mas com a agravante de ser possuidor d e uma profunda arrogância e de um ego gigantesco.

Nimpo disse...

Desculpe só responder agora, ilustre amigo. Você é de facto curiosíssimo, Eucinéfilo. A sua personalidade interessa-me vivamente. E vejo que neste comentário moderou ligeiramente a visão que faz de si mesmo... Talvez não seja o excêntrico que aparentava ser. Pois sinta-se à vontade em alastrar no blogue o seu onanismo nihilismo.

eucinéfilo disse...

Eu não moderei rigorosamente nada. Fui aquilo que sempre fui. Talvez tenha sido você a moderar a sua forma de olhar para aquilo que escrevi.

No meio de tanta articulação do seu último comentário só não percebi o que quer dizer com o "onanismo nihilismo". Terá querido escrever "onanismo-niilista"?
Compreendo a tentação de misturar punhetas com doutrinas filosóficas invocadoras do pessimismo, em especial utilizando vocábulos habitualmente pouco utilizados, de forma a assumir uma erudição que no fundo tem medo de não possuir, mas quando o fizer tente fazê-lo de forma perceptível.
Sou um génio, não um bruxo.

Nimpo disse...

Meu caro eucinéfilo, como bem sabe, para bom entendedor, meia palavra basta! É com desalento que vejo que continua a preferir centrar-se em temáticas supérfluas, como erros ortográficos, dando azo à sua ideossincrasia, em vez de nos surpreender pela sua aparente magnificência. O senhor é verdadeiramente impertinente. Pois ainda assim, veja, gosto de si e tomo-o como irmão. Que seja o meu Ivan, sendo eu Aliocha.

O senhor é realmente pródigo em esquivar-se do essencial para enunciar os seus mandamentos jocosos, não é? Encontra o prazer na sua própria sagacidade mental. Mas que sabemos de si para além do seu proclamado e sobejamente conhecido génio? Que faz Eucinéfilo? De onde veio e para onde vai? Nada sabemos sobre a sua fascinante pessoa.

Pois tenho-me rido muito com o senhor e as suas fantasias e tem sido um prazer conversar consigo, mas até quando seremos entretidos pela sua vaidade? Estamos sequazes de aprender consigo, de beber um pouco do seu génio, se me permite a ousadia da metáfora. Mas creio que já nada pode acrescentar a tudo isto e estou certo que outras oportunidades virão para se manifestar, revelando-nos matérias nunca antes vistas. Apertemos as mãos como cavalheiros.