sábado, setembro 13, 2008

É com orgulho que OsAmendoinsdoRicky informam,



O prémio literário João da Silva Correia, atribuído pela câmara municipal de São João da Madeira, foi atribuído este ano a Martz Inura, pai de um dos amendoins deste blog, com a obra Viagem ao Fim do Império

O júri justifica a escolha, referindo que "A contenção e suavidade com que se abordam situações eivadas de ingredientes ‘explosivos’ transportam-nos para a presença de um autor de nível inacessível à banalidade". "A escrita elegante e fluida, de cativante leitura, não só pela economia e ritmo do discurso mas ainda por transparecer a verdade de um testemunho vivido em tempo e lugar de que urge falar, se queremos compreender este Portugal recente: a guerra colonial em Angola".

Esta é a 8ª obra de Martz Inura, depois dos 6 livros de poesia entitulados de "Sinfonias" e do romance "Um Sonho Secular", todos publicados em 2006. 

À falta de um pequeno excerto do livro que possamos colocar, deixamos aqui um poema da sinfonia nº6, tirada do sítio do escritor, onde se pode aceder a um pequeno resumo biográfico e excertos de todas as suas obras publicadas.

Nós

Comportamos

Os brilhos do alvorecer,

Comemos a cor das paisagens

E os acordes das sinfonias nascidas em pautas.

Fugimos de rios lágrimas transviados para algures,

Cheios de saudades com milhares de milénios, esperadas.

Sofremos jovem mãe a chorar junto do corpo de seu filho morto!

A nossa tristeza, a queremos esquecida num imenso deserto,

Deportada para uma escura noite que se quer perpetuada.

A nossa alma respira as árvores das florestas,

Aspira a um vento que nos venha libertar.

As luzes acentuam mais as sombras,

Fazem-nos realçar os medos,

As trevas procuram

O silêncio:

Nós!


2 comentários:

Shihan disse...

Um merecido prémio para uma mente filosófica com uma obra por demais demiúrgica e diletante.

Parabéns Senhor Emídio ou antes caro Martz Inura assim como município de São João da Madeira por iniciativa tão considerada.

Mariana disse...

Parabéns não só pelo prémio mas também pelo poema, belissímo!