terça-feira, setembro 30, 2008


O fim do capitalismo, por Godspeed You! Black Emperor

Já estes meninos vinham dizendo, nesta lânguida obra de arte de 1998. De Montreal, os ícones do movimento post-rock. Nunca a música rock foi tão depressiva, exasperante, agonizante. Tão cruamente real, tradutora, por si mesma, da perfídia do ser humano. Ouçam, leiam e sintam. E sejam surpreendidos próximo do fim.



The car's on fire, and there's no driver at the wheel...
and the sewers are all muddied with a thousand lonely suicides
and a dark wind blows 
the government is corrupt
and we're on so many drugs
with the radio on and the curtains drawn 

we're trapped in the belly of this horrible machine
and the machine is bleeding to death 


the sun has fallen down
and the billboards are all leering
and the flags are all dead at the top of their poles 

it went like this: 

the buildings tumbled in on themselves
mothers clutching babies picked through the rubble
and pulled out their hair 

the skyline was beautiful on fire
all twisted metal stretching upwards
everything washed in a thin orange haze 

i said: "kiss me, you're beautiful -
these are truly the last days" 

you grabbed my hand and we fell into it
like a daydream or a fever 


we woke up one morning and fell a little further down -
for sure it's the valley of death 

i open up my wallet
and it's full of blood


Em 29 de Setembro de 2008, o congresso Americano chumbou a proposta do governo para salvar a iminente queda do sector bancário. Por toda a Europa e EUA, vários bancos e instituições financeiras declararam já falência.

"ESTAMOS PERANTE O FIM DO CAPITALISMO: CHEGOU A VEZ DE TOMARMOS O PODER CAMARADAS. VIVA O PCP!", João Fonseca, In Publico Online

3 comentários:

Shihan disse...

A verdade é que foi este capitalismo que criou riqueza a milhões de pessoas como nunca outro modelo criou, a questão está na regulação a que este deve ser sujeito. Já se comprovou que um mercado completamente livre, como o existente até agora nos EUA é insustentável. A ganância do homem não tem limites, e a imagem da bandeira portuguesa devastada ao vento é arrepiante demais, um cru e doloroso pesadelo.

Nimpo disse...

Que o mundo tire as ilações de tão extremo capitalismo, onde o que hoje é moda, amanhã é horrível. Esta massificação horrível que destrói a arte e a cultura. Onde o Homem, emaranhado na teia nesta terrível ganância de poder e riqueza, se torna um ser mesquinho e desprovido do valor humano. Desprovido de vida.

Anónimo disse...

Nao te sabia comuna colega... sempre atento!!!